21 de julho de 2011
Imprimir | Indicar a um amigo A necessidade de um Centro de Reabilitação Profissional aos PD

A Pesquisa Nacional Por Amostragem Domiciliar, realizada pelo IBGE em 2000, estima que 14,5% da população brasileira possuem algum tipo de deficiência. Analisando esse coeficiente, vimos que, somente em Porto Alegre, há aproximadamente cento e noventa e oito mil pessoas deficientes.

Na Região Metropolitana de Porto Alegre, não há  um Centro de Reabilitação/Habilitação para atender às situações de Média e Alta Complexidade, em conformidade ao disposto no Manual de Legislação em Saúde da Pessoa com Deficiência emitido pelo Ministério da Saúde em 2002.

Há inestimáveis trabalhos que são desenvolvidos por: FADEM, CEREPAL, KINDER e outras tantas entidades que acolhem e atendem as PCDs. Contudo, existe uma demanda reprimida no SUS por serviços que operem conforme as Portarias do Ministério da Saúde: 303/92 – 304/92 e 818/2001 que orientam ações em Média e Alta Complexidade.

Quanto ao atendimento das pessoas com deficiência, de acordo com o disposto no Manual, entendemos que tais pessoas devem ser atendidas por uma Equipe Interprofissional/Intersetorial/Interdisciplinar portanto, profissionais de diversas áreas do conhecimento. Mas para isso, é necessário um local apropriado.

Este local existiu. Chamava-se Centro de Reabilitação Profissional, localizado à Avenida Bento Gonçalves 827, Bairro Stº. Antônio em Porto Alegre/RS. Segundo palavras do ex-Diretor, Dr. Luis Gonçalves Pinto, foi inaugurado em 1978 e, na época, dispunha de 400 funcionários e tinha condições de atender até 1.000 pessoas. Sua arquitetura dialoga com acessibilidade. O prédio dispunha de amplas salas para atendimento, largos corredores para cadeirantes circularem, um ginásio de esportes, além de veículos adaptados para o transporte de operários que buscavam sua reabilitação/habilitação.

Ele também afirmou que o Centro de Reabilitação Profissional foi referência para a América Latina. E que, infelizmente, devido à política de reduzir a participação do Estado nas áreas sociais durante o governo FHC, ele foi desmontado. No local agora funcionam agências de benefícios do INSS e o terceiro piso está sucateado assim como, o ginásio de esportes.

Tal prédio, devido às sua condições arquitetônicas de acessibilidade, deve retornar à atividade fim para a qual foi construído.

Esta luta é de toda sociedade gaúcha: articular os Governos, Estadual/Governo Federal com as Universidades Públicas e os Conselhos, que fazem interface com reabilitação/habilitação e iniciar uma jornada para atendermos a demanda reprimida no SUS.

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Palavras de Moacyr Scliar

Na qualidade de profissional da área da saúde, tenho a maior admiração por "O Cuidador", bela publicação editada por Marilice Costi que preenche, com sensibilidade e competência, uma lacuna: aquela representada pela necessidade de amparar os que cuidam de pessoas com limitações. Este periódico é um benefício para toda a sociedade.



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