09 de agosto de 2016
Imprimir | Indicar a um amigo Alzheimer - Expectativa de vida a a complexidade do futuro

Alzheimer, principal doença relacionada à demência (60% dos casos), aparece com cada vez mais frequência nas histórias das famílias. Em um mundo onde o número de idosos com mais de 60 anos cresce a uma taxa de 2,6% ao ano, os acometidos de demência, principalmente Alzheimer, devem triplicar até 2050 (previsão de 131 milhões). Cerca de 70% dos casos devem ocorrer nos países de média e baixa renda, que não estão preparados para assumir os gastos com pessoas totalmente dependentes de ajuda. Nos próximos anos, as notícias sobre pesquisas do funcionamento do cérebro ou busca de medicamentos devem aumentar, mas também, e principalmente, questões relacionadas à forma de lidar com o sofrimento dos doentes e daqueles que têm que encarar a perda progressiva de personalidade e de autonomia. 


Degenerativa e terminal
O Alzheimer é responsável pela perda de funções cerebrais que, aos poucos, torna-se mais grave, afetando a memória, o raciocínio e o comportamento, além de prejudicar a linguagem, a capacidade de tomar decisões, o julgamento e a personalidade. É uma doença degenerativa, incurável e terminal. A maior parte dos casos ocorre em pessoas com mais de 65 anos de idade, embora os primeiros sinais possam ser observados antes. Não se sabe bem por que a doença ocorre. São conhecidas algumas lesões cerebrais características, como a redução do número de neurônios e das ligações entre eles com a diminuição progressiva do volume cerebral. "Essas alterações não fazem parte do envelhecimento normal", frisa o médico Alexandre Kalache, presidente do Centro Internacional de Longevidade no Brasil. "Se não houver doenças, o cérebro dos idosos trabalha tão bem quanto o dos jovens."


Estágios
Em 2011, os especialistas assumiram um novo critério para diagnosticar o Alzheimer, levando em consideração oseu desenvolvimento assintomático. No primeiro estágio, que pode se estender por 20 anos, a pessoa tem uma vida normal. Em seguida, vêm os estágios leve e moderado, que duram de dois a dez anos. Ocorrem os lapsos de lembranças de fatos recentes, dificuldade de encontrar palavras, de planejar e executar tarefas simples, de lidar com dinheiro e coordenar movimentos. A partir daí e até a morte, os distúrbios se agravam com alterações na personalidade e comportamento, agressividade, desorientação, incapacidade de se comunicar, de reconhecer pessoas e perda de autonomia. A OMS (Organização Mundial da Saúde) defende a criação de um Plano de Ação Global contra a Demência para enfrentar "a onda de casos que está por vir".
A estratégia é concentrar esforços, da mesma forma como foi feito no pas sado para acabar com a poliomielite e controlar a aids. A OMS divulgou entre os países-membros o rascunho de uma proposta que deve ser votada na assembleia da organização, em maio de 2017. No Brasil, o Alzheimer é um problema tão ou mais sério porque a população está envelhecendo sem ter se preparado para amparar os idosos. "Começamos o processo de envelhecimento mais tardiamente do que os países de alta renda e não sabemos como atender a essa demanda", afirma a enfermeira Ceres Eloah Ferretti. Estima-se que, no País, existam mais de 1 milhão de portadores de demência, número que deve dobrar em 2030, à medida que aumenta a proporção de idosos na população. Há ainda outros agravantes. "As dificuldades de obter um diagnóstico correto fazem com que apenas 15% dos doentes tenham acompanhamento médico no País e utilizem os medicamentos oferecidos gratuitamente pelo SUS", calcula o neurologista Paulo Bertolucci.

 

Clipagem 06h30m



Fonte: O Sul - Caderno Reportagem p. 2




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Palavras de Moacyr Scliar

Na qualidade de profissional da área da saúde, tenho a maior admiração por "O Cuidador", bela publicação editada por Marilice Costi que preenche, com sensibilidade e competência, uma lacuna: aquela representada pela necessidade de amparar os que cuidam de pessoas com limitações. Este periódico é um benefício para toda a sociedade.



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