30 de maio de 2016
Imprimir | Indicar a um amigo Burn-out - a exaustão do cuidador: Quando o estresse no trabalho vira doença
Na Corda bamba - Marilice Costi
Na Corda bamba - Marilice Costi

Segundo a psicóloga e escritora Sonia Maria de Wallau, em um enfoque psicossocial, o estresse no trabalho é um fenômeno cada vez mais frequente e com consequências importantes tanto para o indivíduo, como para a instituição. "O ser humano torna-se ansioso, vulnerável aos novos desafios cognitivos e demandas que permeiam oinundo do trabalho e que exigem dele novas adaptações e posturas", comenta. Pensando na relevância deste tema, principalmente nos dias que vivemos onde todos são mais cobrados a produzir e render mais em suas funções e com riscos de demissões batendo à porta devido à crise, o Núcleo de Atendimento Psicológico (NAP) programou para a próxima semana a palestra Síndrome de Burnout Quando o trabalho adoece, que será ministrada por Sonia. No encontro, serão abordados temas como o impacto do estresse na vida do ser humano, o estresse e a síndrome de Burnout nos profissionais de todas as áreas, a necessidade do pré-estabelecimento do estresse para instalação do burnout entre outros assuntos.

SAÚDE PSÍQUICA 
A especialista lembra que a Psicologia tem especial preocupação com a saúde psíquica do ser humano inserido em atividade laborai. "Uma sociedade competitiva que tem sua historicidade marcada por profundas mudanças, principal mente as novas tecnologias, configuram-se como ansiogênicas, pela necessidade de adaptação. Desde a Revolução Industrial, desapareceu o artesão para dar lugar a um trabalhador que tinha que dar conta das demandas, de situações muitas vezes incompatíveis à sua personalidade. As pressões, o modo de organização do trabalho, deram início aos transtornos psíquicos", lembra. Segundo ela, foi aí que a Psicologia passou a ocupar-se com as psicopatologias do trabalho. "O homem tem sido cada vez mais solicitado a dar conta de demandas extremamente tecnológicas e é necessário inserir-se neste viés da ciência, sob pena de tornar-se obsoleto", conclui. 
Ajuste que é necessário 
Sonia salienta que no ambiente de trabalho, quando não é favorecido o necessário ajuste entre as necessidades do funcionário e os fins da instituição, este pode perceber este ambiente como ameaçador, desencadeando os sinais precoces do Burnout, tais como despersonalização (baixa capacidade de demonstrar e sentir emoções), desmotivação, falta de energia, desinteresse pelos clientes, alto absenteísmo. "Felizmente, muitas empresas investem na qualidade de vida de seus funcionários, com programas para elevar a sua satisfação, evitando assim que o estresse laborai se instale. Quando crônico, pode evoluir para a síndrome de burnout, uma expressão palpável de perda de motivação, dificuldades nos relacionamentos no trabalho, que irão prejudicar também sua relação com o mundo em que vive (família, amigos)", revela. Para Sonia, o esgotar-se com o trabalho, torna o ser humano insensível às emoções interpessoais podendo leva-lo ao desligamento de seu local de trabalho.

Clipagem: 30 maio 2016



Fonte: Diário de Canoas - Viver com Saúde p. 3




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Palavras de Moacyr Scliar

Na qualidade de profissional da área da saúde, tenho a maior admiração por "O Cuidador", bela publicação editada por Marilice Costi que preenche, com sensibilidade e competência, uma lacuna: aquela representada pela necessidade de amparar os que cuidam de pessoas com limitações. Este periódico é um benefício para toda a sociedade.



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