12 de abril de 2016
Imprimir | Indicar a um amigo H1N1 - COMO PROCEDER - Leia a orientação do Secretário da Saúde do Rio Grande do Sul

Apenas grupo de risco precisa ser vacinado

Secretário estadual da Saúde, João Gabbardo dos Reis, pede que população não faça corrida às clínicas.

  Faltando menos de duas semanas para o início da campanha de vacinação contra a Gripe A (H1N1), o secretário estadual da Saúde, João Gabbardo dos Reis, quer conscientizar o público sobre a importância da imunização dos grupos de riscos. E preocupado com um possível pânico na população e um corre-corre às clínicas particulares de vacinas, ele esclarece dúvidas em entrevista exclusiva ao Correio do Povo concedida ontem no Piratini:

CP: Quem deve ser vacinado contra a gripe e por quê? 
Gabbardo: A Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde recomendam a vacinação aos grupos considerados de maior vulnerabilidade, ou seja, as pessoas que têm maiores chances de desenvolver a doença de maneira mais grave ou risco de transmissão. São elas: crianças de 6 meses até menores de 5 anos, idosos, gestantes, puérperas, pessoas com comorbidades, profissionais de saúde, indígenas e pessoas privadas de liberdade. 


CP: Há especialistas que recomendam a vacinação de toda a população. Acha necessário? 
Gabbardo: Não há comprovação científica de que a vacinação de pessoas fora do grupo de risco traga benefícios concretos. Cochrane (site de estudos científicos) publicou uma meta-análise com mais de 90 trabalhos do mundo inteiro sobre a vacina contra gripe e identificou que não há benefícios consideráveis no caso de adultos saudáveis. Como gestores de saúde pública, devemos agir com base em estudos científicos e com resultados de custo/efetividade, caso contrário só estaremos usando recursos sem benefício algum. 


CP: Há quem defenda a imunização de pessoas que têm contato permanente com o público. Elas deveriam ser vacinadas? 
Gabbardo: Há uma confusão neste debate. Um cobrador de ônibus, por exemplo, tem mais chance de ficar gripado do que outros profissionais. Isso porque trabalha em contato com várias pessoas. Mas se ele contrair a doença, irá se recuperar em dois ou três dias. Isso é diferente de uma pessoa que está no grupo de risco, que se pegar a doença de forma mais grave, poderá necessitar de internação hospitalar. E, em alguns casos, pode até chegar a óbito.



Fonte: Correio do Povo - Geral - p.14 - Clipagem 12/04/2016 07h10




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Palavras de Moacyr Scliar

Na qualidade de profissional da área da saúde, tenho a maior admiração por "O Cuidador", bela publicação editada por Marilice Costi que preenche, com sensibilidade e competência, uma lacuna: aquela representada pela necessidade de amparar os que cuidam de pessoas com limitações. Este periódico é um benefício para toda a sociedade.



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