18 de março de 2016
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 Liberação de “pílula do câncer” é aprovada em comissão

 A liberação do uso da fosfoetanolamina sintética, que ficou conhecida como “pílula do câncer”, antes mesmo do registro pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), foi aprovada ontem em reunião extraordinária da Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado. Como já passou no plenário da Câmara dos Deputados, em 8 de março, a proposta (PLC 3/16) segue agora com pedido de urgência, para a última votação no plenário do Senado.
Para o senador Acir Gurgacz (PDT-RO), relator do texto na CAS, os depoimentos de regressão e cura do câncer pelo uso da fosfoetanolamina justificam a aprovação do projeto.
– Trata-se de resposta terapêutica espetacular, quando comparada a qualquer medicamento contra o câncer disponível no mercado brasileiro e mundial. A fosfoetanolamina será um alento para milhares de famílias – afirmou Gurgacz.


PACIENTE ASSINA TERMO DE RESPONSABILIDADE


Na quarta-feira, o relator já havia lido seu voto favorável à proposta, mas o texto não foi votado por causa de um pedido de mais tempo para analisar a matéria apresentado pelo líder do governo no Senado, Humberto Costa (PT-PE). O presidente da comissão, Edison Lobão (PMDB-MA), concedeu prazo de 24 horas ao parlamentar, que apresentou um voto em separado contrário ao texto.
Costa teme a liberação da substância sem a realização de testes que comprovem sua eficácia e segurança. O parlamentar argumenta que é papel da Anvisa, e não do Congresso, autorizar a produção e o uso de medicamentos:
– A Anvisa é hoje uma das instituições de regulação de produtos ligados à saúde mais respeitadas do mundo. Além do problema de segurança do consumo de medicamentos, (a liberação da fosfoetanolamina) será uma sinalização negativa de que é o Congresso (e não a agência) que aprova ou reprova a produção destes.
O texto determina que, para ter acesso à substância antes do registro pela Anvisa, os pacientes diagnosticados com câncer precisarão assinar termo de consentimento e responsabilidade. A opção pelo uso voluntário da fosfoetanolamina sintética não exclui o direito de acesso a outros tratamentos.

 

Clipagem: 18/03/2016 07h32m



Fonte: Zero Hora - Sua Vida, p. 40 18/03/2015




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Palavras de Moacyr Scliar

Na qualidade de profissional da área da saúde, tenho a maior admiração por "O Cuidador", bela publicação editada por Marilice Costi que preenche, com sensibilidade e competência, uma lacuna: aquela representada pela necessidade de amparar os que cuidam de pessoas com limitações. Este periódico é um benefício para toda a sociedade.



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