03 de dezembro de 2015
Imprimir | Indicar a um amigo Parto normal valorizado nos planos de saúde - Fique atento!


  A Justiça Federal determinou na terça-feira que os planos de saúde paguem honorário médico três vezes maior em casos de parto normal, em comparação com as cesarianas. A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) ainda pode recorrer da decisão. Apesar das críticas à determinação, principalmente nas redes sociais, especialistas defendem que a medida auxilia na redução de cesáreas na saúde suplementar.
Ricardo Maia Samways, presidente da Sociedade de Ginecologia e Obstetrícia de Santa Catarina, afirma que hoje os médicos recebem em torno de 30% a mais pelo parto normal. Para ele, a iniciativa pode ajudar, mas não resolve o problema.
– O parto normal é mais trabalhoso, tanto fisicamente como mentalmente, pois temos que decidir uma conduta às pressas. E às vezes o trabalho de parto pode durar até 48 horas. Mas muitas cesáreas são feitas a pedido da gestante e isso não vai mudar. Ninguém vai forçar o parto normal – reforça.
A coordenadora da Rede Cegonha no Estado, Carmem Regina Delziov, também acredita que a determinação ajudará, já que melhorar a remuneração é um incentivo para a realização do parto normal. Para a obstetra Monica Kerges Bueno, a ação é um passo importante para reduzir o número de cesarianas sem justificativa.
A ANS tem 60 dias para elaborar as resoluções normativas necessárias para a implantação das determinações judiciais. Caso a exigência não seja acatada, a agência será multada em R$ 10 mil por dia.
A decisão acata ação civil pública movida pelo Ministério Público Federal em São Paulo contra a ANS pedindo a implementação de uma série de medidas por parte da agência para tentar reduzir o índice de cesáreas na rede privada. Embora a Organização Mundial da Saúde recomende que 15% dos partos sejam cesáreas, o número é de 85% na rede particular brasileira.


Clipagem: 03/12/2015 06h20m



Fonte: Diário Catarinense - Sua Vida -| pág. 36




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Palavras de Moacyr Scliar

Na qualidade de profissional da área da saúde, tenho a maior admiração por "O Cuidador", bela publicação editada por Marilice Costi que preenche, com sensibilidade e competência, uma lacuna: aquela representada pela necessidade de amparar os que cuidam de pessoas com limitações. Este periódico é um benefício para toda a sociedade.



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