06 de agosto de 2015
Imprimir | Indicar a um amigo Comunidades terapêuticas e internações - Saiba mais

Médico não poderá internar em comunidade

O Conselho Federal de Medicina (CFM) elaborou parecer que determina que a internação em comunidades terapêuticas de pacientes com transtornos mentais ou dependência de drogas só pode ser feita em casos de adesão voluntária ao tratamento. Na prática, a medida retira o médico da decisão - a escolha, considerando a regra, é unicamente do paciente. Por outro lado, os casos de internação involuntária ou compulsória devem ocorrer, segundo o CFM, em locais que possuem equipes de médicos, enfermeiros, plantonistas e estruturas de contenção em casos de surtos.
- Para as internações voluntárias, não há prescrição médica. É uma espécie de albergue - diz Emmanuel Fortes, psiquiatra que participou da elaboração da medida.
A decisão da entidade vem em momento de incerteza em relação ao rumo das comunidades terapêuticas no país. O governo anunciou que vai lançar neste mês um marco regulatório para o setor. Até então, as únicas regras eram da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anisa), restritas à área da saúde. O documento do CFM representa uma nova ofensiva do órgão, que questiona o desvirtuamento desses locais diante do fechamento de leitos psiquiátricos no país.
Só nos últimos sete anos são cerca de 27 mil leitos a menos na rede pública, segundo último levantamento feito pelo conselho a partir de dados do DataSUS (banco de informações do Sistema único de Saúde).
Em nota, o Ministério da Saúde nega desassistência e diz que os leitos nos hospitais fechados vêm sendo substituídos por uma rede de atenção psicossocial, em consonância com a lei da reforma psiquiátrica, de 2001. A pasta diz também manter serviços residenciais para pessoas em situação de vulnerabilidade que ficaram longo período internadas em hospitais psiquiátricos.

 



Fonte: Zero Hora - Sua Vida - p. 31




Deseja divulgar seu evento?

Clique aqui e preencha o formulário! É simples!





Palavras de Moacyr Scliar

Na qualidade de profissional da área da saúde, tenho a maior admiração por "O Cuidador", bela publicação editada por Marilice Costi que preenche, com sensibilidade e competência, uma lacuna: aquela representada pela necessidade de amparar os que cuidam de pessoas com limitações. Este periódico é um benefício para toda a sociedade.



Aqui outros depoimentos





Produtos Culturais e Serviços Ltda. - Bairro Farroupilha - Porto Alegre - Brasil - Fone: +55 51 3508.8009 - [email protected]