03 de maio de 2011
Imprimir | Indicar a um amigo Nova tecnologia espanhola mede risco de sofrer de Alzheimer

Sistema combina ressonância magnética de alta resolução para obtenção de imagens de grande precisão de áreas cerebrais.



Espanha - O risco de uma pessoa desenvolver alzheimer é detectável por meio de uma nova tecnologia espanhola, que combina ressonância magnética de alta resolução para obtenção de imagens de grande precisão de diferentes áreas cerebrais com a inteligência artificial.



A capacidade desta tecnologia de discriminar entre as que estão cognitivamente sadias frente as que possivelmente desenvolverão alzheimer foi apresentada nesta quinta-feira, como parte de um projeto piloto realizado por mais de 30 cientistas de Madri, pertencentes ao Grupo de Pesquisadores em Demência da Comunidade de Madri (Demcam).



O estudo, denominado "Ressonância Magnética estrutural e funcional: estudo multicêntrico das fases iniciais do alzheimer na comunidade Autônoma de Madri", foi desenvolvido no Centro Alzheimer Fundação Rainha Sofia - Fundação CIÉN da capital espanhola.



O alzheimer é uma doença neurodegenerativa irreversível de causas desconhecidas que leva a demência e deteriora gravemente as funções cognitivas e funcionais.



Trata-se da demência mais frequente, mas não coincide com o envelhecimento normal do indivíduo, nem é uma doença exclusiva dos idosos.



O uso de novas tecnologias combinadas permitiu diferenciar, com níveis de 95% de exatidão em um grupo de 170 voluntários participantes do estudo, quais são cognitivamente sadias e quais têm risco de desenvolver o alzheimer.



Com a nova tecnologia de ressonância magnética de 3D (três dimensões) é possível agilizar a obtenção das imagens cerebrais com relação a outras técnicas, com maior definição e contraste.



Sua aplicação generalizada ajudará a prevenir o desenvolvimento do alzheimer a partir de seus estádios mais iniciais, ou seja, inclusive antes de ser visualizada a deterioração cerebral que provoca.



Além disso, é possível que esta nova tecnologia, que inclui conjuntamente quatro tipos de técnicas de imagem (volumetria, difusão, perfusão e espectroscopia), favorecerá o desenvolvimento de medicamentos contra a doença.



Nesse estudo foram obtidas mais de 238 variáveis de seções cerebrais de cada um dos indivíduos participantes, relacionadas com características muito particulares.



O projeto recebeu uma contribuição conjunta de 230 mil euros da Fundação Rainha Sofia, GE Healthcare e a Fundação EULEN.



Fonte: Diário de Canoas- 28/04/2011




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Palavras de Moacyr Scliar

Na qualidade de profissional da área da saúde, tenho a maior admiração por "O Cuidador", bela publicação editada por Marilice Costi que preenche, com sensibilidade e competência, uma lacuna: aquela representada pela necessidade de amparar os que cuidam de pessoas com limitações. Este periódico é um benefício para toda a sociedade.



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