23 de julho de 2015
Imprimir | Indicar a um amigo Esperança para quem tem Alzheimer - uma droga nova e em estado experimental

UMA DROGA EXPERIMENTAL teria retardado a progressão da doença nos pacientes em estágio inicial, segundo dados apresentados em conferência

Resultados apresentados ontem pelo laboratório farmacêutico Eli Lilly indicam que um novo tipo de droga teve efeitos promissores em pacientes com estágio inicial do mal de Alzheimer. Segundo o laboratório, pacientes que começaram a receber o medicamento de forma precoce beneficiaram-se mais do que aqueles que só passaram a ingeri-lo 18 meses mais tarde.

A nova droga, conhecida como Solanezumab, atua de maneira a impedir a formação de certas placas de proteína no cérebro. Acreditava-se que essas placas estavam associadas ao desenvolvimento da doença, por bloquearem as conexões entre células e levarem à perda de tecido cerebral.

O êxito do estudo do Eli Lilly reforça essa hipótese e traz a esperança de que se tenha chegado a uma abordagem eficaz para deter a enfermidade. Os resultados foram divulgados em Washington (Estados Unidos), durante conferência da Associação Internacional de Alzheimer.

Em uma primeira fase da pesquisa, de 18 meses, um grupo de pacientes recebeu a droga, enquanto outro grupo ingeriu apenas placebo. Na etapa seguinte, todos tomaram Solanezumab. No total, participaram 581 pacientes.

De acordo com os pesquisadores, o método, inédito nos estudos da área, ofereceu evidências de que o remédio consegue desacelerar a doença.

ESPECIALISTAS REAGEM COM CAUTELA E ADMITEM DESCONFIANÇA COM O MÉTODO

Segundo os cientistas, as diferenças em cognição entre os dois grupos mantiveram-se preservadas 108 semanas e 132 semanas depois do início da segunda etapa, ou seja, o grupo a começar mais tarde com a medicação não alcançou os demais doentes. Para o Eli Lilly, isso significa que o Solanezumab retarda a progressão da enfermidade. Seria, portanto, mais benéfico começar a ingeri-lo antes.

Especialistas não envolvidos na pesquisa, no entanto, receberam os resultados com ceticismo. De acordo com eles, o método utilizado não é universalmente aceito para comprovar que um remédio funciona e não traz comprovação sobre a eficácia de atacar as placas de proteína no cérebro. Outros pesquisadores admitiram dificuldade para interpretar os dados.

O Eli Lilly vem realizando outro estudo com Solanezumab, específico para pacientes em estágio inicial, com resultados previstos para 2017.

NA INTIMIDADE DO CÉREBRO - PRIMEIRA FASE DO ESTUDO
-Em 2012, o laboratório Eli Lilly publicou os resultados de uma nova droga, chamada Solanezumab, em pacientes com estágios iniciais ou moderados de Alzheimer. Depois de 18 meses de testes, concluiu o laboratório, parecia haver benefício para os pacientes em estágio inicial da doença.
COMEÇO RETARDADO
-Os pesquisadores resolveram, então, fazer um estudo de administração retardada da droga. Ofereceram-na a todos os pacientes com doença leve que estavam na pesquisa – os que vinham usando Solanezumab e também o grupo de controle, que ingeria placebo.
SEGUNDA FASE
-Os participantes não sabiam se estavam tomando a droga ou placebo. Na fase seguinte, todos passaram a receber o remédio, durante dois anos.
RESULTADOS
-Os resultados mostraram que os pacientes que começaram a tomar o remédio mais tarde não alcançaram o mesmo patamar cognitivo dos que já usavam a droga.
IMPLICAÇÕES
A A conclusão tirada pelo laboratório, a partir da comparação entre os dois grupos, é que o Solanezumab não estava apenas amenizando sintomas, mas atrasando a progressão da doença, e que ingeri-lo com precocidade traz vantagens. 

Clipagem: 23/07/2015 08h15m



Fonte: Zero Hora - Sua vida - p. 28




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Palavras de Moacyr Scliar

Na qualidade de profissional da área da saúde, tenho a maior admiração por "O Cuidador", bela publicação editada por Marilice Costi que preenche, com sensibilidade e competência, uma lacuna: aquela representada pela necessidade de amparar os que cuidam de pessoas com limitações. Este periódico é um benefício para toda a sociedade.



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