19 de abril de 2011
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Todas as noites às 17 horas, quando Edward e Lavinia Fitzgerald começam a jantar em sua cozinha em Savannah, Geórgia, eles têm uma convidada. Denise Cadyconversa com os Fitzgerald sobre seus vizinhos e eles fazem piadas sobre o tempo. Ela conhece Edward e Lavinia, ambos octogenários, há dois anos. Para o casal, Denise é como uma filha, apesar de eles nunca terem a visto pessoalmente.

A reportagem é de Husna Haq, do The Christian Science Monitor, e reproduzida pelo jornal O Estado de S.Paulo, 18-04-2011.

Denise é uma cuidadora à distância que se comunica com os Fitzgerald todas as noites a 1,5 mil quilômetros de distância, em Lafayette, Indiana. Ela trabalha em uma companhia de cuidados domésticos para idosos e se une ao casal via um monitor de computador que fica próximo à mesa da cozinha.

Graças a duas câmeras e vários detetores de movimento instalados por todo o rancho dosFitzgerald, Denise pode ver o que há para o jantar, se Fitzgerald deixou o queimador do fogão aceso, há quanto tempo Lavinia está no banheiro e quantas vezes a porta da frente foi aberta e fechada.

Embora possa soar meio "Big Brother" para alguns, o serviço de video monitoramento oferecido pela empresa ResCare significa paz de espírito para Colleen Henry, que começou a tomar conta de sua mãe, Lavinia, anos atrás, quando ela sofreu uma lesão cerebral e, mais recentemente, teve um calcanhar quebrado.

"Ela e meu pai requeriam muito mais cuidado, muito mais do que o tempo que eu dispunha", diz Colleen, que vive a 8 quilômetros de seus pais e lhes traz o jantar todas as noites. Quando Colleen tomou conhecimento do serviço de monitoramento daResCare, sentiu "que um sonho se realizava. Estou muito feliz de ter mais um par de olhos."

Baby boomers

Neste ano, os primeiros dos 78 milhões de baby boomers (a geração nascida na década pós-guerra) atingem a idade de se aposentar, o começo de um chamado "tsunami prateado" que renovará o perfil demográfico dos EUA.

A proporção de pessoas com 65 anos ou mais aumentará de 13% da população para 20% em 2050, segundo o Departamento do Censo dos Estados Unidos. É igualmente importante que uma quantidade maior deles desejará passar seus anos dourados em casa, seja por conveniência ou por desejo de independência.

"A questão do envelhecimento não é mais uma projeção demográfica. Ela está aqui", dizJoe Coughlin, diretor e fundador do AgeLab no Instituo de Tecnologia de Massachusetts (MIT), em Cambridge. "Existe um mercado à espera, políticas a serem feitas e um estilo de vida a ser inventado hoje - na verdade, ontem", explica ele.

Coughlin fundou o AgeLab em 1999 para conceber maneiras de melhorar a saúde e a qualidade de vida de idosos. O laboratório, abrigado na Escola de Engenharia do MIT, se inspira em lugares criados pela Nasa.

Entre os equipamentos do AgeLab está o Aware Car (Carro Consciente), um Lincoln MKS com câmeras, monitores e sensores interligados que avaliam o comportamento de um motorista para melhorar a segurança.

Na casa adaptada, a equipe de Coughlin, para monitorar a medicação da mamãe e os óculos do papai, adota a mesma tecnologia que a Nasa usa para monitorar os suprimentos numa estação espacial. Minúsculas etiquetas com frequência de rádio podem ser fixadas nesses itens. Filhos adultos podem monitorar sua localização e uso via internet.

Tome-se o caso da Adaptive Home. A empresa pioneira de monitoramento de cuidados de idosos usa sensores para monitorar a movimentação do idoso por sua casa. Técnicos instalam detetores de movimento por toda a casa de um cliente para dar a filhos adultos um resumo detalhado do dia do idoso.

Os Fitzgerald usam o serviço de atendimento remoto chamado RestAssured, que permite que sua filha mantenha o controle deles. O equipamento inclui câmeras de vídeo, sistemas de áudio e alguns sensores de movimento. Se alguma coisa estiver errada, cuidadores e membros da família são alertados imediatamente.



Fonte: Enviado por Lia Veiga




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Palavras de Moacyr Scliar

Na qualidade de profissional da área da saúde, tenho a maior admiração por "O Cuidador", bela publicação editada por Marilice Costi que preenche, com sensibilidade e competência, uma lacuna: aquela representada pela necessidade de amparar os que cuidam de pessoas com limitações. Este periódico é um benefício para toda a sociedade.



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