08 de abril de 2014
Imprimir | Indicar a um amigo OMS alerta para doenças transmitidas por vetores

Sabroza afirma que é difícil estabelecer um ranking mundial das doenças pelas diferentes formas de os vetores se adaptarem aos ecossistemas. No Brasil, entretanto, após a dengue, ele aponta a leishmaniose visceral e a malária como os mais importantes. 

 

Na segunda-feira, 7 de abril, comemorou-se o Dia Mundial da Saúde. Em 2014, a Organização Mundial da Saúde (OMS) destacou como tema central as doenças transmitidas por vetores. Com o slogan "Pequenas picadas, grandes ameaças", a OMS alerta para as doenças causadas pelos organismos que transportam vírus, parasitos e bactérias. "Devemos estar atentos ao movimento de emergência de novos padrões. Tratamos de agentes biológicos que estão em processo de evolução e adaptação às condições que nós criamos. E chamamos isso de antropização", comentou o pesquisador da ENSP Paulo Sabroza.

 

Segundo o informe da Organização Pan-americana de Saúde (Opas) para a data, as doenças de transmissão vetorial são responsáveis por uma alta carga de morbidade e mortalidade especialmente nos países mais pobres, causando ausência escolar, aumento da pobreza, diminuição da produtividade econômica e sobrecarga dos sistemas de saúde. Na Região das Américas, ainda de acordo com o texto, as doenças transmitidas por vetores de maior importância epidemiológica são a malária, dengue, doença de chagas, leishmaniose, filariose linfática, esquistossomose e tracoma.

Epidemiologista e especialista em vetores, Paulo Sabroza lembra que a malária continua como a principal doença no mundo pela sua frequência e pelos casos de mortalidade. Em 2012, a doença causou 627 mil mortes, com um total de 207 milhões de infectados. No Brasil, porém, a situação é diferente. "Não consideramos a malária como principal causa de adoecimento e morte no Brasil, embora ela tenha importância em algumas partes da Amazônia. A situação de 20 anos pra cá mudou bastante no país e o principal problema de saúde no campo das doenças transmitidas por vetor é a dengue. Não em termos de morte, mas em relação ao número de casos e ao desenvolvimento de processos epidêmicos”, disse.
Em 2013, o Ministério da Saúde registrou 1,4 milhão de casos prováveis de dengue. De acordo com o pesquisador, a epidemicidade e a abrangência dos casos contribuíram para isso. “A dengue pode acontecer em todas as áreas do pais e atingir, nunca com igual frequência, incidência ou probabilidade, os diferentes grupos sociais. Por outro lado, as outras doenças transmitidas por vetores costumam ser regionais, não são tão universalizadas. Não diria que a dengue é mais importante em relação a causa de morte e incapacidade, mas é a que tem maior visibilidade. Por sua epidemicidade, pela sua difusão em todo o território e por atingir de forma diferenciada os diversos grupos sociais”. 
 


Fonte: http://www.ensp.fiocruz.br/portal-ensp/informe/site/materia/detalhe/35033




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Palavras de Moacyr Scliar

Na qualidade de profissional da área da saúde, tenho a maior admiração por "O Cuidador", bela publicação editada por Marilice Costi que preenche, com sensibilidade e competência, uma lacuna: aquela representada pela necessidade de amparar os que cuidam de pessoas com limitações. Este periódico é um benefício para toda a sociedade.



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