29 de maio de 2013
Imprimir | Indicar a um amigo Cuidado urbano e saúde da população: a necessidade de controle das ondas eletromagnéticas

OMS debate efeito de antenas.

Agência internacional de saúde avaliará, em seminário na França, se ondas eletromagnéticas afetam usuários de celular

A Organização Mundial da Saúde (OMS) reunirá autoridades e cientistas, no próximo dia 5, em Paris, para tentar esclarecer uma dúvida que inquieta moradores de cidades. 

Afinal, as antenas de ondas eletromagnéticas que proliferam são inofensivas ou podem afetar a saúde?

Chamado de Seminário Internacional de Gestores para Políticas de Radiofrequência, o megaevento poderá responder a indagações da própria OMS. 

A organização não encontrou provas de que as radiações das torres de celular sejam nocivas. 

Mas segue preocupada e buscando soluções à luz da ciência.

A polêmica repercute em Porto Alegre no momento em que as operadoras desejam instalar mais antenas, como condição para melhorar a qualidade do sinal e montar a rede 4G – uma das exigências para a Copa de 2014. 

As empresas querem mudanças na lei municipal, criada há 11 anos, considerada restritiva e defasada. 

A prefeitura está revisando a legislação.

O tema divide os estudiosos. Professor da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), Antonio Fischer de Toledo entende que são necessárias pesquisas de longa duração, acompanhando por anos as pessoas sob a influência das antenas, para saber se as radiações provocam males.

– Nenhum estudo, até agora, comprovou. Mas não se pode dizer que não vai existir no futuro. Por isso, as pesquisas devem continuar – observa Toledo, engenheiro com doutorado em propagação de sinais na Inglaterra.

Especialistas divergem e classe médica se acautela

Os brasileiros falam ao celular há 22 anos – já são 264 milhões de habilitações atualmente. 

O professor da USP acha que, com o uso massivo, eventuais problemas já teriam surgido. 

A indefinição é tanta que a Agência Nacional de Telecomunicações não fixou parâmetros. 

Deixou que as prefeituras legislem sobre a disposição das antenas.

Especialistas apresentam posições opostas. 

Professor de Engenharia Elétrica da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Alvaro de Salles teme que as radiações causem câncer. 

Ele se baseia em estudos da BioIniciative, que abrange cientistas de 10 países, como Estados Unidos, Suécia e Áustria. 
Gláucio Lima Siqueira, engenheiro eletrônico da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), doutor em física e estudioso em comunicação de celular, contesta. Garante ser impossível desenvolver câncer num tempo “extremamente curto de exposição”, com um “agente tão fraco” como o sinal das antenas.

Diante da controvérsia, a classe médica se acautela. Presidente da Sociedade de Neurologia e Neurocirurgia do Estado, Ericson Sfreddo prefere aguardar mais estudos para se manifestar. Espera que o seminário da OMS ilumine o cenário.

– Tudo é muito recente, precisamos de pesquisas aprofundadas – disse.

NECESSIDADE X RESTRIÇÕES:

SITUAÇÃO NA CAPITAL• Existem 590 antenas de celular instaladas na cidade.A implantação é regulada pela Lei 8.806, de 2002, considerada ultrapassada porque os aparelhos evoluíram de analógicos para digitais. As antigas torres, chamadas de "paliteiros", precisam ser adaptadas ou substituídas por outras menores.

A POLÉMICA• As operadoras de telefonia móvel alegam que a lei municipal restringe a instalação de mais antenas, necessárias para melhorar o sinal e montar a rede de internet 42 (a atual é 3G) até o início da Copa de 2014. No entanto, especialistas alertam que é preciso cuidado com as irradiações eletromagnéticas emitidas pelas torres, que poderiam afetara saúde.

COMO SÃO AS ANTENAS• De 3G: comprimento de 1m20cm a 1 m59cm. Em ambientes abertos (sobre telhados), a potência da emissão de sinal varia de 40 watts a 200 watts. Em lugares fechados (shoppings e aeroportos), de 300 a 500 miltvatts (um watt dividido por mil). • De 4G: comprimento mínimo de 20 centímetros. A potência é igual à das antenas de 3G.

NOS PRÉDIOS• Alguns condemínios têm antenas de celular. Professorda Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP) Antonio Fischer de Toledo diz que não haveria risco aos moradores do prédio. O especialista esclarece que a irradiação é apontada para os lados do edifício, em várias direções, rumo aos locais onde o sinal da telefonia é fraco.

O QUE PODE ACONTECER• A prefeitura está revisando a Lei 8.896, devendoapresentar um novo projeta no final do semestre. Deverá flexibilizar as restrições para instalação de mais antenas, mas tentando cuidar do bem-estar da população. Ou seja, poderá ficar no meio termo, entre o que recomendam as operadoras e as alertas de estudiosos.



Fonte: Zero Hora - Economia Pág. 16




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Palavras de Moacyr Scliar

Na qualidade de profissional da área da saúde, tenho a maior admiração por "O Cuidador", bela publicação editada por Marilice Costi que preenche, com sensibilidade e competência, uma lacuna: aquela representada pela necessidade de amparar os que cuidam de pessoas com limitações. Este periódico é um benefício para toda a sociedade.



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