14 de maio de 2013
Imprimir | Indicar a um amigo Os riscos da ingestão de formol

Embora cancerígeno, especialistas afirmam que consumo em pequenas quantidades tem pouca probabilidade de problemas.


Usado na conservação de carnes, em testes laboratoriais ou em processos industriais, o formol ultrapassou o campo técnico para invadir as conversas de bar dos gaúchos depois que o Ministério Público (MP) revelou sua presença em leite adulterado, na semana passada.


Embora possa causar câncer se ingerido por muito tempo, especialistas avaliam que a provável pequena quantidade de formol presente no leite adulterado reduz o nível de risco.


Proibido por comprometer a pureza do produto e por se tornar perigoso se ingerido por longo tempo, o formol não deveria ter sido adicionado, ainda que por acaso, ao leite. O esquema dos transportadores acrescentava ureia para mascarar a perda de proteínas com a adição de água para ganhar volume. Como a ureia contém formaldeído (estrutura orgânica do formol), surgiu a preocupação com a saúde. O MP não sabe com exatidão por quanto tempo a mistura teria ocorrido e a quantidade de formol na ureia.


A Agência Internacional de Pesquisa do Câncer da Organização Mundial da Saúde considera o formol cancerígeno. Não há estudo que especifique quantidade prejudicial à saúde, mas a entidade considera qualquer exposição ou ingestão arriscada.


No caso do leite, é provável que o formol tenha sido absorvido sem prejuízo à saúde, explica Ernane Pinto, professor da Universidade de São Paulo (USP) e consultor da Sociedade Brasileira de Toxicologia:


– Se fosse grande quantidade, haveria sabor e cheiro.


Prancheta da Zero (ver quadro)


Rodolfo Radke, oncologista-chefe da santa casa
Ricardo Nogueira, especialista em desintoxicação do hospital Mãe de Deus
Ernani Pinto, professor da faculdade de farmácia da USP e consultor da sociedade Brasileira de toxicologia
Cláudio Luis Frank, professor de toxicologia de alimentos da Pucrs
Gerônimo Friedrich, engenheiro químico do Ministério Público do Estado

 

Quais riscos a ingestão de formol traz à saúde?
Rodolfo Radke - Pode trazer mutação genética. Isso gera crescimento acelerado das células e pode resultar em câncer. É mais grave em crianças, que têm taxa de aceleração proteica maior.


Em que quantidade a ingestão de formol se torna perigosa?
Rodolfo Radke - Não existe estudo adequado para mostrar em qual quantidade. É como o cigarro. Sabe-se que se consumido por longo período pode gerar câncer, mas não se tem certeza.


Qual a probabilidade de que alguém que tenha consumido regularmente leite adulterado desenvolva câncer?
Rodolfo Radke - Se for consumido aos poucos, o produto é eliminado pelo organismo. Mas é de se preocupar se tiver sido consumido diariamente em muita quantidade e por muito tempo.


Quem tomou o leite adulterado deve procurar ajuda médica?
Rodolfo Radke - Não é o caso, pois é uma questão de mutação genética que não é apresentada em testes químicos, por exemplo.



Fonte: Zero Hora - Economia - Pág. 20




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Palavras de Moacyr Scliar

Na qualidade de profissional da área da saúde, tenho a maior admiração por "O Cuidador", bela publicação editada por Marilice Costi que preenche, com sensibilidade e competência, uma lacuna: aquela representada pela necessidade de amparar os que cuidam de pessoas com limitações. Este periódico é um benefício para toda a sociedade.



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