13 de março de 2013
Imprimir | Indicar a um amigo Visite a Mostra que dá Visibilidade às Mulheres

Mulheres abnegadas, que dedicaram a vida promovendo a saúde da população ou que ainda exercem este papel importante para a sociedade, estão em exposição na Usina do Gasômetro, em Porto Alegre. Organizada pelo Museu de História da Medicina do RS (Muhm), pela passagem do Dia Internacional da Mulher (8 de março), a mostra contempla o pioneirismo das médicas gaúchas e trata das práticas populares das parteiras e das benzedeiras no Estado.

Fotografias destacam estas profissionais, instrumentos outrora utilizados para realização de partos e exames ginecológicos, registros de nascimentos de bebês a partir das parteiras. Conforme a monitora Juliana Minho Vargas, o Muhm procurou destacar mulheres que deixaram de lado a vida pessoal para cuidar da saúde de outras pessoas. E o caso de Ida Rockel, uma parteira de Ijui que repassou seus ensinamentos a outras mulheres. Ela é autora do livro "Memória de Uma Parteira", também exposto no evento e que balizou o aprendizado de outras parteiras.

A exposição conta também a história de Rita Lobato Velho Lopes, a primeira gaúcha a se tornar médica, estudando nas escolas de Medicina no país, em 1887. Antes dela, em 1879, Maria Augusta Generoso Estrela havia se formado nos EUA, a partir de uma bolsa de estudo concedida por dom Pedro H. Em 1904, Alice Maeffer foi a primeira mulher a se formar em escola de Medicina de Porto Alegre. No espaço dedicado às parteiras, chama a atenção a fotografia de Dolores Gonçalves, uma parteira curiosa (que não tem formação na área de saúde, apenas a prática), natural de Itaqui. Nascida em 1924, ela começou seu trabalho aos 16 anos, na Fronteira-Oeste do Estado. "O rosto enrugado traz as marcas das experiência e das dificuldades", observou Juliana.

Quanto às benzedeiras, o destaque na exposição fica por conta de Miguelina Ferreira de Lemos, que morreu aos 106 anos. Natural de Mostardas, onde atuou como benzedeira na maior parte da vida, ela viveu numa comunidade quilombola e somente deixou a função em respeito à filha, que ingressou em uma religião evangélica. Segundo Juliana Vargas, o Muhm trouxe para a exposição a crendice popular, pelo simples fato de as benzedeiras prestarem um bom serviço à população. A exposição tem apoio do Sindicato Médico/RS e prossegue até o próximo dia 22.



Fonte: Correio do Povo - Geral | Pág. 20 




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Palavras de Moacyr Scliar

Na qualidade de profissional da área da saúde, tenho a maior admiração por "O Cuidador", bela publicação editada por Marilice Costi que preenche, com sensibilidade e competência, uma lacuna: aquela representada pela necessidade de amparar os que cuidam de pessoas com limitações. Este periódico é um benefício para toda a sociedade.



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