22 de agosto de 2012
Imprimir | Indicar a um amigo Cuidadores de Autistas! Estado pagará atendimento! Defensoria confirma!

Antônio já pode aprontar a mochila Uma criança sem tratamento, uma mãe desesperada e uma burocracia sem fim. Esta é a situação que Antônio Carlos Louveira de Araújo, 12 anos, enfrenta. Diagnosticado autista aos três anos, o menino conta com a garra da mãe, a dona de casa Marta Eliana de Araújo, 39 anos. Desde o ano passado. ela procura um centro terapêutico para o filho, que já regrediu em furição da ausência de tratamento.

 

Para ver a alegria no rosto do guri, a moradora da Vila Nazaré, em 2010, decidiu encaminhar o procedimento via particular no Ceate (Centro Especializado em Atendimento Terapêutico Educacional). Na época, a família pagava R$ 1,4 mil mensais e a mãe trabalhava como vendedora. Por dois anos, conseguiu manter a situação e viu a evolução do filho. 


No entanto, não teve condições financeiras de continuar.


Situação se arrasta desde maio 


- Até tentei colocá-lo em uma escola com atendimento especial, mas, por mais atenciosos que eles fossem, não funcionou -lamenta a mãe.


O Diario Gaúcho, em maio, relatou a situação vivida pela mãe e pelo filho. A Secretaria Estadual da Saúde, à época, afirmou que o Sus não contempla em seus serviços especializados as áreas combinadas de saúde e educação. A informação era que as pessoas com deficiência intelectual e as com autismo são atendidas nas Apaes. Ainda foi esclarecido que o Sus não poderia pagar o tratamento no Ceate.


Mãe nunca deixou de lutar pelo filho


Após o contato do DG com a Secretaria Estadual da Educação, que garantiu não poder informar nada sobre alunos e professores da rede pública, uma profissional da secretaria entrou em contato com Mansa, oferecendo uma vaga em uma escola especial. A mãe afirma ter explicado que o filho não se adapta a esse tipo de procedimerito.


- Estou desesperada, não sei mais o que fazer. A minha advogada disse que já foi dado ganho de causa para mim - desabafou Marisa, antes de saber que a boa notícia, tão esperada, estava próxima.


Ela contou que precisa esconder do filho a mochila, tal a vontade do garoto de frequentar uma escola.


Justiça garante escola


A defensora pública Marta Beatriz Tedesco Zanchi, encarregada do caso de Antônio, foi a portadora da boa notícia para mãe e filho. A Justiça deferiu e está garantida a verba para o menino frequentar uma escola particular.


Na sexta-feira, segundo a advogada, vencido o prazo burocrático necessário, o dinheiro estará disponível.



Fonte: Diário Gaúcho - Seu problema É Nosso! | Pág. 34




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Palavras de Moacyr Scliar

Na qualidade de profissional da área da saúde, tenho a maior admiração por "O Cuidador", bela publicação editada por Marilice Costi que preenche, com sensibilidade e competência, uma lacuna: aquela representada pela necessidade de amparar os que cuidam de pessoas com limitações. Este periódico é um benefício para toda a sociedade.



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