21 de agosto de 2012
Imprimir | Indicar a um amigo Número de pessoas com Alzheimer dobra a cada 20 anos

A doença de Alzheimer tem se expandido com velocidade alarmante no mundo, mas ainda intriga cientistas. Segundo a ADI (Associação Internacional da Doença de Alzheimer), 35,6 milhões de pessoas convivem com a enfermidade, conforme dados de 2010. A estimativa é que esse número praticamente dobre a cada 20 anos, chegando a 65,7 milhões em 2030 e a 115,4 milhões em 2050. Mas, como se trata de uma doença até agora incurável e cuja causa ainda é desconhecida, pesquisadores de todo o mundo se debruçam em formas de, ao menos, facilitar o diagnóstico e de apontar seus riscos de ocorrência.

 

Publicado neste mês no periódico Neurology, um estudo de três universidades americanas - Emory, da Pensilvânia e de Washington - deu mais um passo no intuito de desenvolver um teste de sangue para identificar o Alzheimer, que atualmente é diagnosticado clinicamente ou por meio de análise cerebral.

 

Na pesquisa, foram medidos os níveis de 190 proteínas contidas no sangue de 600 voluntários: pessoas saudáveis, com diagnóstico de Alzheimer e com MCI (Comprometimento Cognitivo Leve, na sigla em inglês) - que pode ser um estágio anterior do Alzheimer e que já aponta para o declínio das habilidades cognitivas.

 

Os testes mostraram que os níveis de quatro proteínas (apolipoproteína E., peptídeo natriurético do tipo B, proteína C reativa e polipeptídeo pancreático) eram destoantes nos pacientes com MCI e Alzheimer, se comparados com os mesmos níveis em voluntários saudáveis.

 

"Apesar de os testes de sangue ainda não estarem prontos para serem colocados em prática, agora nós já identificamos formas de torná-los viáveis", afirmou o autor principal do trabalho, William Hu, professor assistente de neurologia da Faculdade de Medicina da Universidade de Emory, na Geórgia.

 

Custo bilionário

 

Outra pesquisa, divulgada em julho durante conferência internacional da ADI, mostrou que dentistas do Brigham and Women`s Hospital, de Boston, nos Estados Unidos, já estão oferecendo um teste genético preliminar para estimar os riscos de Alzheimer em pessoas diagnosticadas com o MCI.

 

Fies acompanharão esses pacientes por seis meses, e novos resultados devem ser divulgados no final deste ano.

 

A OMS (Organização Mundial da Saúde) publicou um comunicado cobrando que governos e formuladores de políticas públicas considerem a doença uma prioridade mundial no âmbito da saúde pública. Segundo o relatório, os custos estimados com ela são de 604 bilhões de dólares por ano no mundo. Hoje, apenas oito dos 194 Estados membros da OMS têm um plano nacional de combate à demência em execução.

 

O mal de Alzheimer é o principal tipo de demência, ou seja, enfermidade degenerativa que afeta os neurônios. Há, no ( tanto, outras formas comuns demência que afetam a população, como a vascular (devido cidentes vasculares cerebrais) e de corpos de Lewy (estruturas normais de proteínas em algumas partes do cérebro). Há ainda infecções que poem atingir o cérebro, como aids doença de Lyme (causada por bactéria transmitida pelo carrapato). A esclerose múltipla, as doenças de Huntington (disfunção cerebral hereditária), de Pick (neurodegenerativa rara) e de Parkinson também podem acabar levando à demência. (AG)

 

LABORATÓRIOS DESISTEM DE REMÉDIO CONTRA O ALZHEIMER

 

Os testes com a droga bapineuzumabe, uma das maiores esperanças no combate ao mal de Alzheimer, foram interrompidos pelas farmacêuticas Pfizer e Johnson & Johnson. De acordo com as empresas, a droga falhou nas tentativas de melhorar as funções cognitivas ou funcionais de vítimas da doença.

 

As companhias informaram que vão interromper os demais estudos com o remédio na forma intravenosa, incluindo duas pesquisas em pacientes com Alzheimer leve a moderado. A droga teria sido a primeira a barrar a progressão da doença cerebral.

 

O chefe do grupo de desenvolvimento de medicamentos do laboratório Pfizer, Steven Romano, afirmou estar desapontado com os resultados. "Estamos decepcionados e tristes pela oportunidade perdida", salientou.

 

Solanezumabe

 

As atenções agora estão voltadas para um remédio semelhante em desenvolvimento pelo laboratório Eli Lilly. É o solanezumabe, que ainda pode ter algum bom resultado publicado neste ano.

 

O neurologista Eduardo Jorge ressalta que os médicos estão pesquisando várias maneiras de combater o Alzheimer quando o mal já está estabilizado no organismo. De acordo com ele, pesquisadores ainda tentam entender como se processa a evolução da enfermidade. "A prevenção ainda é o mais importante", lembra o médico. (AD)

 

Como melhorar a memória

 

A maioria das queixas de perda de memória não tem relação alguma com doenças. Estresse, cansaço ou apenas a pouca utilização da memória podem torná-la menos eficaz. Felizmente, há maneiras de mantê-la fresca. Confira algumas dicas.

 

Atenção

 

Se nós prestássemos mais atenção às coisas que nos são ditas, nossa memória seria excelente. Mas, considerando a quantidade de distrações que nos cercam, é preciso mais esforço para reter informações.

 

Se você já tem a atenção reduzida, tente melhorar alguns dos maus hábitos. Quando souber que está recebendo de alguém uma informação que é importante, por exemplo, tente manter contato visual, tome notas, sente-se com postura e faça perguntas. Tornar-se mais engajado na conversa, palestra ou entrevista poderá ajudar a manter o maior número de dados.

 

Alimentação.

 

A maioria das pessoas subestima o papel da dieta sobre a inteligência e a memória. Baixos níveis de glicose no sangue podem gerar cansaço, não apenas físico, mas também mental. Uma estratégia para evitar esse tipo de desgaste é comer várias pequenas refeições durante o dia.

 

Sono

 

Dormir bem também é um hábito frequentemente subestimado. Quando dormimos, nossa mente entra em estado de descanso e recuperação. Dormir profundamente é benéfico porque permite ao cérebro ter tempo para formar novas conexões neuronais.

 

Sonhar é outra parte do processo de alívio do estresse, que limpa a mente e permite um aprendizado mais rápido. Dormir em média sete ou oito horas por noite pode ser crucial quando se está tentando lembrar de uma grande quantidade de informação.

 

Organização

 

Se sua escrivaninha está desorganizada, abarrotada de objetos desnecessários, há chances de seu cérebro estar lidando com o mesmo problema, e isso pode interferir no processo cognitivo. Organize o que for importante ao seu redor. As vezes, apenas separar objetos por assunto, como por exemplo os boletos de contas, já é suficiente.

 

Repetição

 

O cérebro é muito eficiente em reconhecer e categorizar padrões. Por isso, repetir a mesma tarefa ou frase é uma das melhores formas de memorizar. Isso acontece porque o cérebro registra a informação como uma prioridade e a armazena em um local acessível. O bom e velho hábito de se repetir em voz alta continua sendo um dos melhores métodos de memorização.

 

Aprender

 

Pode ser uma aula de culinária, de pintura ou de História Antiga. O mais importante é continuar aprendendo para exercitar a memória e melhorar o estoque de informações. Arrumar um hobby e ler também ajudam. (AG)

 



Fonte: Jornal - O Sul - Reportagem | Pág. 4




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Palavras de Moacyr Scliar

Na qualidade de profissional da área da saúde, tenho a maior admiração por "O Cuidador", bela publicação editada por Marilice Costi que preenche, com sensibilidade e competência, uma lacuna: aquela representada pela necessidade de amparar os que cuidam de pessoas com limitações. Este periódico é um benefício para toda a sociedade.



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