19 de março de 2012
Imprimir | Indicar a um amigo Cuidador! Cuidado com soníferos!

Uma recente pesquisa americana publicada na revista BMJ Open apontou que o consumo de soníferos da classe dos hipnóticos aumenta em três vezes o risco de morte. O estudo acompanhou mais de dez mil consumidores dos medicamentos e sedativos mais comuns. A conclusão foi que os remédios prejudicam as funções motoras e cognitivas, aumentando o risco de acidentes de carro e de quedas em casa, especialmente em idosos. Segundo a psiquiatra do Grupo Hospitalar Conceição, ligado ao Ministério da Saúde, Maria Gabriela Godoy, o uso desse tipo de medicamento só é recomendado para casos mais graves.


"A perda de sono precisa ser bem avaliada porque ela pode ter diversas causas. Às vezes, tem um fundo depressivo, às vezes, pode ser outros problemas. Nem sempre precisa utilizar medicação. Geralmente a gente começa fazendo uma boa avaliação de como é essa insônia, passa orientações de profilaxia do sono, evitar substâncias estimulantes que pode tirar o sono".


O coordenador de gestão do Departamento de Assistência Farmacêutica do Ministério da Saúde, Marco Aurélio Pereira, explica que para um bom diagnóstico, o paciente deve informar passo a passo todos os sintomas.
"Percebendo qualquer alteração do ponto de vista psíquico, a pessoa passou a ter insônia ou a pessoa passou a ter outros tipos de distúrbios ao procurar o psiquiatra, é importante levar uma série de informações sobre o seu hábito de vida, sobre como isso aconteceu. Pra que obviamente, o profissional prescritor também vai ter o cuidado de não prescrever esse medicamento para qualquer situação e ele também vai saber fazer ali a dosagem".


O estudo americano associou ainda o uso dos soníferos com o aumento do risco de desenvolver câncer. De acordo com a pesquisa, o risco é 35 por cento maior entre pacientes que tomavam o maior número de doses por ano do remédio.


PESQUISA


O estudo da equipe da Califórnia liderada pelo Dr. Kripke foi realizado com 10.529 adultos, com idade entre 54 anos, em média, que Faziam uso de ansiolíticos (medicamentos para dormir) entre janeiro de 20028 janeiro de 2007. Eles foram comparados a um grupo de 23.676 pessoas que não faziam uso de medicação para dormir. 0 período de acompanhamento do estudo foi em média de 2,5 anos.



Fonte: Jornal VS - Viver com Saúde | Pág. 3




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Palavras de Moacyr Scliar

Na qualidade de profissional da área da saúde, tenho a maior admiração por "O Cuidador", bela publicação editada por Marilice Costi que preenche, com sensibilidade e competência, uma lacuna: aquela representada pela necessidade de amparar os que cuidam de pessoas com limitações. Este periódico é um benefício para toda a sociedade.



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