19 de outubro de 2011
Imprimir | Indicar a um amigo Um cuidado do Ministério Público – Cachoeira do Sul/RS

O Ministério Público de Cachoeira do Sul, através da promotora Giani Saad, já vistoriou 15 casas de repouso da cidade. Ainda faltam quatro para serem visitadas pelo MP. Segundo a promotora, nestas 15 casas, 366 pessoas já foram cadastradas quanto à cidade de origem, doença, grau de dependência ao tratamento, idade e situação legal.

O número deve aumentar, pois há uma única casa com 130 pacientes. No total, mais de 600 pessoas vivem em casas de repouso na cidade. Os resultados das vistorias são feitos através de uma rede de profissionais e de órgãos. Há interação com o serviço de psicologia da 8ª Coordenadoria de Saúde, com avaliação de preenchimento de prontuários, atendimento mental pela unidade de saúde mental, análise de higiene e engenharia pelo DVA, além de toda a questão global das casas, analisada pelo MP.

INTERDIÇÃO - A promotora Giani Saad adianta que algumas casas serão interditadas, entretanto, ela diz que serão feitos acordos com alguns administradores das casas, para que sejam feitas modificações. As vistorias devem terminar no mês de novembro e até metade daquele mês os dados já estarão catalogados.

Os trabalhos nas casas de repouso começaram devido aos relatórios feitos pelo Conselho Municipal de Assistência ao Idoso (Comai), através da presidente Zita Savi, e o final destes trabalhos será a análise dos resultados. "O próximo passo é o encerramento das vistorias faltantes, reuniões para análise dos dados coletados e a formatação de termos de ajustamentos de condutas e audiências para a propositura as mudanças em cada instituição", afirma a promotora.

Conselho do Idoso está atento às casas

Zita Savi, presidente do Conselho Municipal de Assistência ao Idoso (Comai), diz que o órgão está atento às casas e aos pedidos e denúncias que recebe. Zita diz que a comunidade cachoeirense tem ajudado muito, "as pessoas entram em contato com a gente e relatam alguns casos, nosso trabalho é ir conferir o problema e achar uma solução", fala a presidente. Zita afirma que algumas casas vão precisar de melhorias para continuar atendendo seus idosos e outras podem até fechar. "Mas nós não podemos generalizar, há casas boas na cidade, que fazem um bom trabalho".

Ela prefere não expor nenhum resultado das vistorias feitas até agora, já que ainda não foi feito o fechamento dos dados apurados. "Agora estamos na fase de agilizar e colocar em prática as soluções", afirma a presidente. "O idoso já trabalhou, já fez sua contribuição para a sociedade, já fez sua parte e o mínimo que ele merece nesta fase da vida é respeito e qualidade de vida e é isso que estamos tentando providenciar para todos eles", finaliza Zita.

Vistorias

O Residencial Duda Rezende, inaugurado há quase sete meses, já recebeu a visita da promotora Giani Saad, de Zita Savi e dos outros responsáveis pelo levantamento de dados das casas de repouso.
Maurício Rezende, proprietário do local, acha o trabalho de vistoria do Ministério Público às casas de repouso muito interessante. "Faz com que as casas se adaptem às exigências, para que possam oferecer um bom local para os idosos da cidade", afirma o fisioterapeuta Maurício.
Ele conta que o residencial recebeu a visita de vistoria há pouco mais de um mês. E que a vistoria só veio a acrescentar mais qualidade de vida para os idosos.
No local, há 16 idosos que recebem tratamento personalizado e de vários profissionais: médicos, enfermeira, fisioterapeuta, nutricionista, psicólogo, técnicos de enfermagem, cuidadores e recreacionista. O Residencial Duda Rezende não possui nenhum paciente mental hospedado.
"Nosso objetivo, como casa de repouso, é servir de referência para as outras casas da cidade, por isso, estamos sempre investindo em melhorias no local", explica Maurício, que está com o Residencial Duda Rezende com as exigências em dia com o MP e com os papéis necessários para funcionamento da casa.



Fonte: Correio do Povo | p. 5 - Geral




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Palavras de Moacyr Scliar

Na qualidade de profissional da área da saúde, tenho a maior admiração por "O Cuidador", bela publicação editada por Marilice Costi que preenche, com sensibilidade e competência, uma lacuna: aquela representada pela necessidade de amparar os que cuidam de pessoas com limitações. Este periódico é um benefício para toda a sociedade.



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