15 de outubro de 2007
Imprimir | Indicar a um amigo Ao abraçar o outro, acolhemos sua história!

Estamos no século XXI e o ser humano, com toda a cultura médica, ainda tem comportamento duro, temeroso, não olha o outro como a si mesmo. Quando você abraça alguém, você abraça toda a sua história. Talvez por isto que tantas pessoas não abracem as outras. Abraçar é acolher e é preciso ter espaço dentro de si para ceder ao outro.Procurei na internet a palavra acolhimento. Lá está o valor que ela expressa. Como algo tão importante vem sendo ensinado aos médicos, aos enfermeiros, aos auxiliares de enfermagem, aos terapeutas?Em diversos ambientes de saúde, ainda há onipotência. Como se os outros – os que precisam – tivessem todo o tempo do mundo, descompromissados. Agendado o horário, as pessoas comparecem, mas o profissional que vai atender, não. Quando os funcionários já não têm mais o que dizer, até demonstram na expressão corporal que estão com medo de quem está ali, pequeno, precisando de ajuda. Podem até estar certos ao andar como se fizessem marcha-ré, ao falar sem olhar nos olhos. Obrigados a cumprir ordens, dizem com os lábios o que o corpo nega. Os funcionários-barreira, ouvidores sem função, são os que dão a retaguarda e, só por isto, devem ficar estressados por não estarem sendo éticos. Ir contra princípios – quando se têm princípios – é negar a própria essência. Isto faz adoecer e perder a relação solidária. Também é possível que eles, ao se colocarem no lugar do outro, neguem a si a expressão da sua afetividade. É preciso acolhê-los para que possam expressar as próprias dores, as próprias loucuras, porque enlouquecer um pouco é humano. O risco é estar no ápice da dor.

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Palavras de Moacyr Scliar

Na qualidade de profissional da área da saúde, tenho a maior admiração por "O Cuidador", bela publicação editada por Marilice Costi que preenche, com sensibilidade e competência, uma lacuna: aquela representada pela necessidade de amparar os que cuidam de pessoas com limitações. Este periódico é um benefício para toda a sociedade.



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